Venda de Itens Usados Online

O e-commerce de produtos em segunda mão está em alta há vários anos, mas com a chegada do COVID o seu crescimento, acelerou! Vejamos alguns factos e números ao analisarmos a melhor estratégia para esses negócios.

Venda de Itens Usados Online

Guia Estratégico: Como vender artigos em segunda mão online em 2026

O e-commerce de produtos em segunda mão (ou re-commerce) deixou de ser uma tendência passageira para se tornar um pilar do comércio global. O que antes era uma alternativa económica é hoje uma escolha consciente, impulsionada pela sustentabilidade e pela digitalização.

O Auge do Re-commerce: Números e Projeções Atuais

O mercado de segunda mão está a crescer a um ritmo exponencial. Segundo o Relatório de Revenda da thredUp 2024, projeta-se que o mercado global de vestuário em segunda mão atinja os 350 mil milhões de dólares até 2028.

Factos e estatísticas chave:

Crescimento Acelerado: Estima-se que o mercado de revenda cresça 3 vezes mais depressa do que o setor retalhista de moda convencional nos próximos cinco anos. Domínio na América Latina: Segundo dados da Statista e da Euromonitor, o mercado de segunda mão na Latam está a liderar o crescimento em mercados emergentes, com um aumento projetado de 12% ao ano (CAGR) até 2027. Preferência Geracional: 64% dos consumidores da Geração Z procuram um artigo em segunda mão antes de comprarem um novo, priorizando o menor impacto ambiental (pegada de carbono) em detrimento da novidade. Tecnologia e Recondicionados: O mercado de smartphones recondicionados cresceu 10% a nível mundial em 2023, superando as vendas de dispositivos novos em várias regiões, impulsionado pela necessidade de tecnologia de gama alta a preços acessíveis. Impacto Ambiental Real: Plataformas como a Vinted demonstraram que a compra de artigos usados evitou a emissão de milhões de toneladas de no último ano, consolidando a economia circular como uma ferramenta real contra a crise climática.


Estratégias para vender com sucesso no mercado de segunda mão

Para se destacar num mercado saturado, a profissionalização é fundamental. Eis o que deve considerar ao gerir o seu inventário:

  1. Curadoria e Seleção de Marcas: Não se trata de vender tudo, mas sim de vender os produtos certos. Identifique marcas com alto valor de revenda (especialmente em tecnologia e moda premium). Ofereça incentivos aos seus fornecedores ou consignatários, como comissões escalonadas: quanto maior o volume de vendas bem-sucedidas, maior a percentagem de lucro para eles.
  2. Preços Inteligentes (Dynamic Pricing): Defina preços baseados no estado do produto. Uma regra útil é o modelo 60-30-10: um artigo em excelente estado pode custar 60% do seu valor original, baixando gradualmente conforme o desgaste. Monitorize ferramentas de comparação de preços em tempo real para se manter competitivo.
  3. Transparência e Conteúdo Visual: A confiança é a moeda do re-commerce. Fotos de alta resolução: Fundos neutros e luz natural. Descrições honestas: Detalhe dimensões, materiais e, sobretudo, defeitos. Se um artigo tiver um risco, mostre-o; isto reduz as devoluções e melhora a sua reputação. Autenticidade: Para artigos de luxo ou vintage, utilize serviços de verificação. Ferramentas de IA para autenticação estão a ser adotadas pelas principais plataformas para garantir que o produto é original.

O que considerar ao vender produtos em segunda mão online

  1. Associe-se a marcas que vendem bem e preste assistência aos seus consignatários sobre quais os produtos e marcas que melhor se vendem. É importante saber que marcas têm maior procura, especialmente se estiver a começar; procure oportunidades para trabalhar com marcas emergentes ou produtos de tendência que ressoem com o seu público local. Além disso, ofereça incentivos como descontos, vales de compra ou comissões mais elevadas à medida que os consignatários aumentam as suas vendas.
  2. Estabeleça um preço realista começando pelo valor original do artigo novo e reduzindo-o conforme o desgaste e o grau de uso, verificando adicionalmente em comparação com o preço de produtos similares vendidos noutros mercados online.
  3. Decida as taxas de comissão e ofereça benefícios de fidelidade aos consignatários, como aumentar o valor que ganham de acordo com a quantidade que vendem. Oferecer suporte adicional, como consultas de envio com dicas de preços, ou conselhos sobre como fotografar e enviar artigos, pode incentivar mais pessoas a vender na sua plataforma em relação a outros concorrentes.
  4. São necessárias fotografias de alta qualidade e uma descrição detalhada do produto para especificações sobre o material, dimensões, características adicionais relevantes e quaisquer defeitos. Se o produto for vintage, é importante incluir o nome do criador/designer, a data de produção ou da coleção original e o local de origem. No caso da eletrónica ou automóveis, deve também incluir o tempo de uso e os detalhes técnicos relevantes.

As Melhores Plataformas na América Latina e no Mundo

Dependendo da sua localização e nicho, estas são as opções mais sólidas atualmente:

Mercado Libre: Continua a ser o gigante indiscutível no México, Argentina, Brasil e Colômbia. A sua secção de “Usados” conta com a logística mais robusta da região. GoTrendier: A plataforma líder na Colômbia e México para moda feminina e infantil. É ideal para quem procura uma comunidade ativa e envios simplificados. Facebook Marketplace e Instagram Shopping: Ferramentas essenciais para vendas locais e diretas sem comissões de intermediários, ideais para móveis e artigos de grande volume. Wallapop: Embora tenha nascido em Espanha, o seu modelo de compra e venda geolocalizada é uma referência no mercado ibérico e está a influenciar apps em todo o mundo hispânico. eBay e Etsy: As melhores opções se possuir artigos vintage, de coleção ou peças únicas que possam atrair um público internacional disposto a pagar em USD ou EUR.


Conclusão

Participar na economia circular não é apenas uma oportunidade de negócio rentável, mas uma necessidade para o planeta. Com consumidores mais informados e exigentes, o sucesso depende da transparência, da qualidade visual e da escolha da plataforma adequada.

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