O e-commerce na América Latina deverá ultrapassar a marca de US$ 100 milhões em 2018, significando um aumento de 177% em relação a 2014. Estes números são suportados, em parte, pelo aumento marcante na conectividade, acesso a smartphones e crescente investimento em infraestrutura. Esta foi uma das conclusões de um estudo da IDC, patrocinado pelo Paypal sobre o e-commerce na América Latina, que mostra em detalhe as tendências dos consumidores online em seis países latino-americanos: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru. De acordo com este relatório: a América Latina está se tornando um mercado cada vez mais importante no que diz respeito ao e-commerce devido a seus consumidores desfrutarem dos benefícios das compras online, juntamente com fatores tais como uma maior conectividade e um aumento na confiança nos métodos de pagamento.

Comércio eletrônico na América Latina: O grande futuro que há por vir


Conectividade e seu crescimento são a chave para o e-commerce

Em 2012, cerca de 42% da população dos seis países pesquisados tinha acesso à internet. Estima-se que em 2018 mais de 60% terão acesso. O Chile é o país com a maior penetração (71%), seguido por Argentina (68%) e Colômbia (66%). Hoje em dia, os usuários da Internet nestes países gastam cerca de 25 horas por mês na Internet, cerca de sete horas menos do que a média mundial. No entanto, esse número ultrapassa as 300 horas por mês nos segmentos de maior ganhos, um fato a ter em conta.


O que os latino-americanos compram?

Produtos de maior demanda variam dependendo do país, mas algumas tendências podem ser observadas: vestuário, eletrodomésticos e eletrônicos sempre tiveram penetração no mercado latino e têm uma tendência ascendente. Os colombianos são os que mais preferem peças de vestuário (69%), os brasileiros compram muitos eletrodomésticos (68%), eletrônicos (67%) e cosméticos (54%), semelhantes ao chilenos, que têm uma preferência por eletrodomésticos e eletrônicos (55%). Se falamos sobre a compra ou contratação de serviços na Internet, reservas turísticas, bem como avião e vendas de bilhetes de ônibus, reservas de hotel, aluguel de carros, etc., elas são muito populares em todos os países, mas os colombianos estão à frente. Enquanto isso, os brasileiros preferem ingressos de entretenimento; enquanto isso, os mexicanos são os principais consumidores de conteúdo online na região.


Quais desafios se apresentam ao e-commerce?

Embora os números sejam animadores em geral para o comércio electrónico, há elementos que impedem o desenvolvimento mais rápido do setor. Os problemas no topo da lista são:

-Segurança e privacidade: Os colombianos são temerosos em relação à privacidade das informações tratadas, mas números mostram que, pouco a pouco, eles estão melhorando e se adaptando às novas tecnologias e normas de segurança.

  • Métodos de pagamento: Paypal continua a ser o serviço mais utilizado, mas as soluções locais em cada país estão ganhando terreno. No Chile, por exemplo, soluções como Khipu surgiram como uma alternativa viável e confiável à Webpay, a empresa líder; enquanto no Brasil PagSeguro, MercadoPago, Stone e diversas soluções ganham força.

-Serviços de logística: A pedra no sapato para muitos. Os serviços de logística nos países pesquisados não estão ainda no nível desenvolvido dos EUA ou Europa, o que reflete em serviços com alto custo e baixa confiabilidade. Ainda assim, novos atores que irão melhorar a qualidade do serviço estão emergindo rapidamente.

Referência: Estudo patrocinado pela IDC pelo Paypal